A Folha d’Alface

Boletim Informativo da BIOCOOP

Ano V – NΊ 3 – Março 1998

A Folha d’Alface é o Boletim Informativo mensal distribuído gratuitamente aos sócios da BIOCOOP, cooperativa de consumo com sede no Mercado Municipal Chão do Loureiro, loja nΊ6, em Lisboa (Tel. 886 05 95).

Endereço na Internet: www.netpub.pt/biocoop

De 3ͺ a 6ͺ das 8 às 13h e aos sábados das 7.30 às 14h, a BIOCOOP proporciona a mais vasta gama de bens alimentares produzidos sem químicos (legumes, frutas, queijos, iogurtes, cereais, leguminosas, bebidas, produtos de mercearia diversos, etc.) aos preços mais acessíveis.

Apoio do Ministério do Ambiente/Instituto do Consumidor


 

A BIOCOOP faz 5 anos!

Jantar de Confraternização

Sábado, 14 de Março de 1998, às 19 horas no Restaurante Yin-Yang (Rua dos Correeiros, 14, 1Ί)

Menu completo vegetariano:

(sopa, prato, sobremesa, bebidas, bolo de aniversário) - 100% ingredientes BIOCOOP

Animação:

– Hélio Pena – Malabarista

– Música ao vivo (jazz e não só...) pelos Altered Natives (Patrick Brennan – saxofone, Peter Bastiaan – bateria, Gregg Moore – tuba)

– Baile folk animado por Carlos e Isabel Pissarro

Preço:

Adulto – 2.000$00

Criança (até 12 anos) – 1.000$00


A "sopa da Argentina"

Aos sábados ao fim da manhã, o cansaço e a"fraqueza" apodera-se de todos os que trabalham na BIOCOOP desde madrugada – é então que aparece, como que vinda do céu, a D. Argentina com uma panela de sopa super apetitosa. É verdade! A D. Argentina, sócia da BIOCOOP e colega no Mercado (vendedora de peixe), brinda-nos frequentemente e por sua própria iniciativa com uma sopa substancial feita com legumes da BIOCOOP – uma delícia! É por esta e por outras que vale bem a pena fazer a BIOCOOP todos os sábados. Bem haja, Argentina!

 

Vitrina frigorífica para os queijos

Ter um local apropriado para expor os queijos era uma necessidade: não contávamos é que de repente "nos caísse nos braços" uma vitrina frigorífica com 3m de frente! Foi assim: o senhor Teixeira de um dos talhos do mercado decidiu parar a sua actividade por já ter a bonita idade de 80 anos – veio então ter connosco propondo-nos ficarmos com a sua vitrina frigorífica. A sua grande dimensão ainda nos fez hesitar mas o preço, 50 contos, era acessível... e acabamos por adquirir este balcão que ainda tem a vantagem de ter alguma arrumação refrigerada debaixo da vitrina, o que nos permite ter uma pequena capacidade de guardar produtos no frio. A estreia foi a 7 de Fevereiro.

Nova edição dos Estatutos e Regulamento Interno

    Foram editados em Fevereiro os 2 documentos de base da BIOCOOP: os estatutos da cooperativa com as alterações aprovadas em 1997 e o seu regulamento interno adoptado por unanimidade na última assembleia geral de Dezembro passado. À disposição de todos...

Batata de semente

e outras sementes de Agricultura Biológica

Este ano tivemos a grande preocupação de conseguir obter batata de semente proveniente de agricultura biológica. Não foi nada fácil. Acabamos por conseguir por 2 vias: através de uma associação francesa de produtores de batata de semente biológica da qual obtivemos 5 variedades (e que nos entregaram na central de compras das BIOCOOPes onde nos abastecemos) e através de uma viagem que o José Miguel fez expressamente a Inglaterra para obter diversas sementes biológicas entre as quais 7 variedades de batata. Os contactos obtidos vão-nos permitir no futuro obter estas sementes, cuja qualidade consideramos muito importante, com maior facilidade.

"A semente é muito pequenina. Ela encarna a diversidade. Ela encarna a liberdade de permanecer viva. Na semente, onde convergem as diversidades biológica e cultural, a ecologia encontra a justiça, a paz e a democracia."

Extraído do livro "Ética e Agro-indústria"

 

A Biocoop n’A Batalha

O jornal A Batalha publicou no seu número de Nov/Dez.97 um artigo de fundo com grande destaque na 1ͺ página sobre a confederação francesa BIOCOOP da qual a BIOCOOP de Lisboa é associada, e da autoria do nosso sócio Luís Garcia e Silva. Conclui o artigo que "o intercâmbio (entre os 2 países) tem-se mostrado muito positivo permitindo oferecer aos associados uma gama diversificada de produtos de qualidade garantida e fortalecendo a solidariedade por cima das fronteiras nacionais."

 


A experiência de uma BIOCOOP francesa de Poitiers

Le Pois Tout Vert

No dia 14 de Fevereiro realizou-se na BIOCOOP uma sessão de apresentação da loja Le Pois Tout Vert animada pela sua gerente, Jeanine Doutreleau, que se encontrava de férias em Portugal. Foi--nos muito útil recolher a experiência desta BIOCOOP pelo que aqui fica uma descrição da sua actividade e organização.

História... evolução...

Nos anos 70, alguns consumidores, preocupados com a evolução nefasta para o ambiente e para a saúde de uma agricultura intensiva, organizam-se (agrupamentos de compras) para encomendar em conjunto produtos de qualidade: frutos secos, cereais. No mercado local, alguns produtores propõem uma vez por semana legumes e lacticínios.

Em 1985 nasce uma associação, Le Grenier (O Celeiro), com o objectivo de "promover a agricultura biológica e de tornar os seus produtos acessíveis a um maior número de pessoas." Um local e um empregado a meio-tempo (subsidiado pelo estado) permitem uma melhor distribuição. Alguns destes consumidores participam em 1986 em Annecy na formulação dos princípios duma carta ética que será a da BIOCOOP.

1 de Outubro de 1991: criação da SARL COOP Le Pois Tout Vert. Com 60 m2 de loja, com estacionamento, com cerca de 500 produtos diferentes entre os quais lacticínios e frutas e legumes.

O objectivo permanece o mesmo da associação, mas o nosso sonho é o de acreditar que a nossa utopia pode ser uma realidade "ser um comércio como qualquer outro, aberto a todos e todos os dias, mas com a particularidade de ser BIOCOOP".

 

Le Pois Tout Vert:

uma história de Homens e de Mulheres...

"A riqueza humana cria a riqueza económica;

esta deve ser repartida equitativamente entre todos os actores

(produtores, distribuidores e consumidores)"

Os preços

Além da qualidade dos produtos, comprometemo-nos a respeitar regras de comércio equitável: preços de compra justos para permitir aos produtores ou aos transformadores assegurarem a perenidade da sua empresa (quer sejam franceses ou de países em vias de desenvolvimento). Não há nunca preços muito baixos em caso de grandes produções, nem preços muito altos em caso de falta de produtos.

Le Pois Tout Vert tem a forma jurídica de SARL COOP de capital variável.

– uma SARL o que permite uma abertura a todo o público, a nomeação de um gerente rodeado de um comité de gestão eleito em assembleia geral pelas suas competências ou pela sua implicação pessoal num domínio próximo no plano ético (este comité tem actualmente 7 pessoas) – o estatuto cooperativo que lhe confere a seguinte regra: "um homem é igual a uma voz, qualquer que seja a sua participação financeira"; não existe portanto uma voz preponderante!

Em 1991, a SARL COOP é constituida por 3 personalidades morais com uma participação de 26.000 FF de capital (cerca de 780 contos):

– a associação de consumidores Le Grenier

– um clube de investimento da poupança local, a Cigale Bellejouanne de Poitiers,

– um grupo de capital de risco, a Garrigue de Paris.

A partir de 1994 o capital foi aberto a pessoas individuais sendo actualmente 17 sócios, com uma quota mínima de 30.000 FF (cerca de 90 contos) bloqueados durante 2 anos. Houve portanto consumidores que assumiram o risco numa empresa ainda frágil: estes beneficiam de um desconto de 3% em todas as suas compras.

O capital é hoje de 92.000FF (cerca de 2.800 contos), o que permitiu à empresa solidificar as suas bases. Os lucros não foram até hoje distribuídos pois têm sido reinvestidos em melhoramentos, para o bem--estar de todos...

E os preços de venda?

A evolução progressiva permitiu um aumento do volume de compras o que possibilitou várias vezes a obtenção de descontos dos fornecedores: estes descontos tiverem repercussão nos preços. Numerosas obras foram realizadas desde 1991: arranjos interiores, criação do bioquiosque, instalação dum sistema para os produtos a granel, arranjos exteriores, etc. Mas nenhum investimento foi realizado através de aumento dos preços, o cálculo dos preços foi sempre o mesmo com uma margem oscilando entre 22 e 24%, o que nos permite assegurar o funcionamento global (aluguer e outros custos, salários e encargos, investimentos,...)

Em Outubro de 1997, Le Pois Tout Vert é:

– 160 m2 de loja e um parque de estacionamento,

– 6 empregados em tempo parcial (equivalem a 4,2 horários completos)

– mais de 2.000 produtos dos quais 45% são produtos frescos (lacticínios e afins, frutas e legumes)

Perfil da clientela

(resultado de inquéritos aos clientes em fim de 91 e em dezembro de 96)

Em 91, a clientela era essencialmente estudantes, funcionários públicos (professores) e profissões liberais – o que explicava uma quebra importantes das vendas durante as férias.

Actualmente estas categorias profissionais não representam mais do que 40%. Não fechamos durante as férias de verão.

Fazer a opção por produtos saudáveis, de qualidade parece ter--se tornado a preocupação dos jovens pais. Em fins de 96, 51% dos clientes têm entre 25 e 45 anos. Os menos de 25 anos só representam 8% e aqueles com mais de 65 anos, 6%.

Le Pois Tout Vert tornou-se uma loja de proximidade: 55% dos clientes levam menos de 15 min. para virem às compras. Em 91, dois terços dos clientes demoravam em média meia hora.

62% dos clientes vêm às compras uma a duas vezes por semana. Isto está estreitamente ligado ao tipo de compras que são 42% de produtos frescos e portanto muito perecíveis (o pão representa 18% das compras, os lacticínios 12% e as frutas e legumes outros 12%).

Quanto às compras junto dos fornecedores, 46% dos produtos são provenientes da central de compras das BIOCOOPes. 23% são-no a outros grossistas, e as compras restantes são provenientes directamente de fornecedores locais.

Repartição das vendas por famílias de produtos: mercearia embalada 35%, pão e lacticínios 30%, frutas e legumes 16%, produtos não alimentares 11%, produtos a granel (cereais e leguminosas) 6%, complementos alimentares 2%.

 

Os fornecedores...

A fim de melhor conhecermos os produtores e obtermos todas as informações sobre a proveniência dos produtos que propomos, trabalhamos o mais possível directamente ou semi--directamente. Participamos igualmente em visitas organizadas para conhecer gamas de produtos que propomos (por ex. viagem à Turquia para visitar produções de frutos secos ou à Alemanha para visitar os laboratórios Logona, produtos de higiene).

Igualmente as compras à BIOCAP (central de compras das BIOCOOPes) representam 46% das compras, o que representa uma escolha de mais de 150 fornecedores que podemos encontrar todos os anos nas "jornadas de portas abertas", os quais fazendo parte da rede BIOCOOP aplicam a mesma carta ética que nós. Este funcionamento diminui consideravelmente os custos nomeadamente dos transportes, o que se repercute nos preços. Cada semana recebemos entre 8 e 10 paletes de mercadorias.

As compras aos produtores locais de Poitou-Charentes representam 12,5% das nossas compras repartidas actualmente por 10 produtores (pão, vinhos, farinha, mel, queijo, frangos, etc.) A nossa região é essencialmente produtora de cereais ou de carnes, o que torna difícil a venda de produtos embalados para o self-service. No entanto esta proporção está a crescer desde a nossa formação e vamos começar brevemente com 2 outros produtores.

10% das nossas compras são igualmente feitas directamente a outros fornecedores fora da região, para outros produtos. Desde a criação do Bioquiosque e o arranjo do hall de entrada (artesanato, vestuário, louça, etc.) que trabalhamos também directamente para 8% das nossas compras para podermos fazer escolhas de qualidade (critérios ecológicos, sociais e humanos: noção de comércio equitável)

As obras foram feitas prioritariamente por empresas de carácter humano e social tais como Ambiance Bois (todos os trabalhos interiores) e Intersud (trabalhos exteriores). Ambiance Bois é uma sociedade anónima com participação dos trabalhadores. Gestão colectiva da empresa, partilha das responsabilidades, salários iguais e polivalência nos diversos trabalhos são as principais características do seu funcionamento. Todos os desperdícios das sua produção são reciclados.

 

A importância dos empregados

É graças a uma equipa dinâmica e solidária que Le Pois Tout Vert existe hoje!!

Um equipa aglutinada por uma política salarial respeitadora de todos e em que o primeiro critério é o "desabrochamento" (epanouissement em francês).

– A partir de 91, o projecto constituiu-se com o emprego de 2 pessoas: a gerente com 1/4 de tempo e uma assalariada com 3/4 de tempo, a fim de constituir uma equipa.

– O tempo parcial é a 1ͺ regra de base (serão meios tempos no início, seguido de um máximo de 30h/semana)

– Acompanhando a evolução do volume de vendas, haverá 3 e depois 4 assalariados.

– Em 94, Le Pois Tout Vert remunera 4 assalariados para um volume de vendas anual de 2,2 milhões de francos (cerca de 66 mil contos). Em fins de 97 é uma 6ͺ pessoa que acaba de ser empregada com um volume de vendas anual de 4,2 milhões de francos (cerca de126 mil contos)

– A segunda regra de base é a escala salarial reduzida ao mínimo. No início todos os salários são iguais (iguais ao salário mínimo nacional francês para o comércio) incluindo o da gerente com o objectivo de permitir a existência de uma política salarial respeitadora de todos. Actualmente o diferencial de salário é de 1,2 entre o salário mais baixo e o mais elevado. A diferença de salário resulta unicamente da experiência adquirida após um ano de presença na empresa e uma formação sobre a BIOCOOP, e também a participação em várias formações relacionadas com a especificidade dos posto ocupado.

A fim de não penalizar os empregados pela opção da empresa (1ͺ regra do tempo parcial), as remunerações actuais vão de 130% a 154% do salário mínimo nacional francês para o comércio).

– Na lógica destas 2 regras de base, o tempo parcial permite a cada assalariado beneficiar de um dia de repouso por semana, além é claro de todos os domingos e feriados.

 


Para além da Agricultura Biológica

Com a regulamentação oficial da agricultura biológica, o seu nivelamento foi feito por baixo. Este facto faz com que alguns agricultores pioneiros do movimento agro-biológico em Portugal já não se revejam no actual conceito de agricultura biológica: a sua prática vai bastante além do mínimo oficial pelo que se poderá começar a falar em agricultura "pós-biológica" (à falta de outro termo). Teremos assim, grosso modo, de uma agricultura mais química para uma agricultura mais ecológica, os seguintes tipos: agricultura química, agricultura integrada, agricultura biológica, "agricultura pós-biológica".

Tomamos como exemplos desta abordagem agrícola 4 dos fornecedores regulares da BIOCOOP: o Ângelo e o José Miguel (produtores residentes), o José Silva e o Dietmar. Todos estão ligados à agricultura biológica antes de ela se ter oficializado (os 2 últimos há mais de 20 anos). São produtores que nunca fizeram agricultura química e que provavelmente nem a saberiam praticar. A sua opção pela agricultura biológica é clara e profunda, e tem a ver com uma postura perante a vida que só lhes permite ter uma actividade não poluidora e que favoreça a harmonia e a cooperação entre o homem e a natureza. Não existe uma motivação baseada em eventuais preços mais elevados ou em subsídios "interessantes".

No quadro seguinte está uma comparação entre alguns aspectos que distinguem a agricultura biológica daquela que aqui nos atrevemos a chamar "pós-biológica".

Certificação? Não, obrigado!

Nenhum destes produtores é certificado, pelo que, face à legislação, não se podem chamar aos seus produtos como sendo provenientes de agricultura biológica. Porque esta recusa da certificação, que parece ser também uma característica desta opção "pós-biológica"? São essencialmente duas as razões que em conjunto motivam esta recusa:

1- Pagar para não poluir, não é aceitável. Os agricultores químicos poluem (e não pouco) e nada pagam. Não é justo que aqueles que põem em prática um sistema de produção não poluidor devam pagar.

2- A convicção de que a certificação pouco garante e de que quem quiser aldrabar o faz com facilidade. Segundo testemunham muito agricultores é realizada apenas uma visita de controlo por ano. O estudo realizado pela Deco (único estudo independente realizado até hoje sobre a agricultura biológica em Portugal) vem confirmar este dado ao concluir que o sistema de certificação no nosso país não é credível.

Face ao exposto e uma vez que as vendas destes produtores são feitas sem mencionar o termo "agricultura biológica" e directamente ao consumidor final, para quê certificar? Para pagar a certificação encarecendo os produtos e obter uma garantia de credibilidade duvidosa? A prática deu a resposta: as pessoas têm confiança quando conhecem os produtores, as suas motivações, as suas actividades. Parece este facto ter bastante mais força do que o anónimo texto das etiquetas "Sistema de controlo CEE - Socert, Portugal".

Nestas situações de venda directa, de produtores profundamente empenhados, já não é preciso usar o termo "agricultura biológica". Entramos na era do "pós-biológico"!

 

Agricultura biológica

Agricultura "pós-biológica"

Prática agrícola pouco diversificada, por vezes podendo ser considerada em monocultura (caso mais flagrante o do olival)

Uma prática agrícola muito diversificada com um número elevado de culturas diferentes (abolição da monocultura)

Frequente a reconversão parcial, ou seja, só uma parte da quinta está em agricultura biológica.

A não aplicação de qualquer produto químico em toda a quinta.

Tratamentos com produtos de origem natural aplicados frequentemente. Alguns destes produtos, como é o caso do sulfato de cobre, não são isentos de toxicidade.

Só excepcionalmente se aplicam tratamentos com produtos naturais.

Utilização rotineira de sementes de agricultura química e mesmo de sementes tratadas.

A utilização em grande percentagem de sementes de agricultura biológica.

Preferência por variedades modernas e híbridas.

A cultura de variedades antigas ao lado de variedades modernas.

Abordagem agrícola idêntica à da agricultura química, substituindo fertilizantes químicos por naturais e tratamentos de síntese por tratamentos naturais. Valorização da sofisticação tecnológica em relação a práticas culturais de grande impacto ecológico.

A valorização de práticas culturais de grande impacto ecológico como a permacultura (sem trabalho do solo), o "mulching" (cobertura do solo com restos vegetais, palhas, etc, imitando a "manta morta" da natureza), a associação de culturas (aproveitamento das sinergias entre cultura diferentes), os adubos verdes (culturas realizadas unicamente para a fertilização das terras como por ex. a tremocilha), a organização dos trabalhos agrícolas segundo o calendário lunar, etc.

Produtores especializados em culturas de estufa (com pequena % de culturas de ar livre)

Pequena utilização de estufas no conjunto das suas actividades agrícolas.

Venda das produções essencialmente para o circuito longo (grande distribuição e exportação)

Vendas das produções essencialmente directamente ao consumidor final.

Nome do produtor desaparece durante o circuito de distribuição; dificuldade em conhecer o produtor.

Quintas abertas às visitas dos consumidores.