A Folha d’Alface

Boletim Informativo da BIOCOOP

Ano V – Nº 4 – Abril 1998

A Folha d’Alface é o Boletim Informativo mensal distribuído gratuitamente aos sócios da BIOCOOP, cooperativa de consumo com sede no Mercado Municipal Chão do Loureiro, loja nº6,

em Lisboa (Tel. 886 05 95).

Endereço na Internet: www.netpub.pt/biocoop

De 3ª a 6ª das 8 às 13h e aos sábados das 7.30 às 14h, a BIOCOOP proporciona a mais vasta gama de bens alimentares produzidos sem químicos (legumes, frutas, queijos, iogurtes, cereais,

leguminosas, bebidas, produtos de mercearia diversos, etc.) aos preços mais acessíveis.

Apoio do Ministério do Ambiente/Instituto do Consumidor
 
 



Dia 17 de Maio - Visita ao Monte do Carvalheiro
Ferreira do Alentejo - Beja

 


Culturas de grão de bico, feijão-frade, lentilhas, trigo, aveia, girassol e hortícolas / Rebanho com 300 ovelhas merino, cavalos, porcos (20) e galinhas / Olival (2o ha)

Todos os interessados devem inscrever-se. A viagem será feita de autocarro se houver mais de 40 inscrições. Caso contrário efectuar-se-á em carros particulares.
 
 



Palestra sobre o pequeno almoço

Realizou-se no passado dia 4 de Abril uma interessantíssima palestra sobre este tema proferida por Marie--Laure Berbaum, nutricionista. Será traduzido e distribuído um texto sobre este tema.
 
 



As receitas do mês

 É interessante a Folha d'Alface trazer algumas receitas culinárias em cada número. Esperamos que esta secção sirva para enriquecer os nossos menus dando-nos a conhecer alimentos menos conhecidos bem como outras formas de confeccionar alimentos bem conhecidos de todos. A sócia Manuela Franco ofereceu-se para iniciar e colaborar regularmente nesta rubrica.



Salada de beterraba
6/8 porções

Ingredientes

Um pouco de azeite extra virgem

6 boas beterrabas

1 mão cheia de cebolinho picado

1 mão cheia de salsa picada

1 dente de alho picadinho

1 colher de chá de malagueta em pó

1 colher de chá de vinagre de vinho tinto

2 colheres de sopa de azeite

sal

Aqueça bem o forno. Lave e seque bem as beterrabas, esfregue-as com azeite e leve-as a assar no forno, numa superfície untada, até que fiquem bem tenras (2 horas). Retire e quando as conseguir manipular, pele-as e corte-as aos cubos. Ponha os cubos de beterraba numa tigela com o cebolinho, a salsa e o alho. Dissolva a malagueta em pó no vinagre, junte-lhe o azeite e junte esta mistura à beterraba. Verifique o sal.

Também se pode cozer a beterraba, mas não fica tão boa como assada no forno.



Favas à Romana
6/8 pessoas

Ingredientes

1 cebola pequena picada

1 dl de azeite

2 ou 3 fatias de bacon, mergulhadas em água a       ferver e picadas (facultativo)

1,5 a 2 kg de favas descascadas ou, se as vagens       ainda estiverem tenras, cortadas inteiras como feijão verde

1 chávena de caldo de galinha ou de água

Sal e pimenta

1 colher de sopa de salsa picada

1/2 colher de chá de tomilho fresco picadinho       (ou 1/4 de colher de chá se for tomilho seco)

Num tacho suficientemente grande para conter as favas, cozinhe a cebola no azeite em lume muito brando, de modo a que fique tenra sem ficar castanha (cerca de 10 minutos). Junte o bacon e mexa até derreter a gordura. Junte as favas e envolva-as bem na gordura. Junte o caldo ou a água, sal, pimenta, salsa e tomilho. Levante o lume até que ferva. Cozinhe rapidamente, de modo a que as favas mantenham a cor. Quando estiverem tenras, deve ter umas poucas colheres de um molho grosso no fundo do tacho. Sirva imediatamente.



Pilaf de bulgur com espinafre e cebolas fritas
4/5 porções

Ingredientes

3 boas cebolas

3 colheres de sopa de azeite

1/2 kg de espinafres frescos, lavados, arranjados       e cortados

1 chávena de bulgur grosso, peneirado para sacudir o pó, mas não previamente molhado

1 chávena de caldo de carne, de frango ou de       legumes, sem sal.

1/2 colher de chá de "all spice" em pó.

Sal, pimenta.

Corte as cebolas em tiras fininhas. Aqueça o azeite numa frigideira e cozinhe as cebolas, cobertas, durante 30 minutos, mexendo frequentemente até que fiquem douradas.

Entretanto, ponha os espinafres num tacho, tapado, em lume muito brando, durante 5 minutos. Junto o bulgur, caldo, "all spice", sal e pimenta. Cubra e deixe cozinhar no mínimo, até que o bulgur fique tenro, cerca de 20 minutos. Retire do lume e deixe descansar 5 minutos.

Cuidadosamente, misture as cebolas fritas, e rectifique os temperos.
 
 



Consom’action

Saiu o primeiro número desta revista que se destina aos sócios e clientes das BIOCOOPes. Artigos muito interessantes. Disponível na BIOCOOP por 250$00.



Especialistas denunciam!
Plantas Transgénicas



Há cerca de um ano, A Folha d'Alface publicava um artigo desenvolvido sobre este assunto da autoria do sócio Luís Lavoura. Fazemos agora um ponto da situação com as opiniões de diversos especialistas que participaram na conferência "OGM, direitos, deveres e perigos", organizada pelo Instituto Europeu de Ecologia em Metz, França. Neste evento mais duma centena de cientistas reclamaram a proibição imediata da disseminação dos organismos geneticamente modificados, os OGM, no nosso ambiente e na nossa alimentação para melhor se poder estudar os seus riscos.

O que é um OGM?

É um micro-organismo, uma planta ou um animal no qual foi modificado o seu património hereditário alterando o seu ADN. Esta molécula descoberta em 1953 é o suporte bioquímico da hereditariedade. Graças à universalidade do código genético decifrado em 1966, é possível fazer com que um organismo produza uma substância que normalmente não seria capaz de produzir. Basta introduzir no seu património genético o gene relativo ao produto pretendido.

No caso do milho transgénico "Bt", isolou-se o gene da bactéria Bacillus thuringiensis presente naturalmente no solo e que produz uma toxina anti-lagartas. Copiado e depois injectado nas células do milho, o gene da bactéria integra-se no ADN do milho que se torna assim também capaz de fabricar esta toxina insecticida. Da mesma forma pode-se criar uma planta que tolere um dado herbicida, permitindo ao agricultor aplicar esse pesticida sem afectar a produção. É o caso da soja inventada pela Monsanto: resiste ao glifosato contido no "Rounup", um herbicida comercializado pela mesma empresa.

Na agricultura biológica

Os OGM não são autorizados no regulamento europeu relativo à agricultura biológica nem nas normas dos vários países europeus sobre a pecuária. No entanto, são admitidas excepções que lhes abrem as portas. Assim na alimentação animal onde são autorizados 10% de produtos não biológicos, ou ainda nos produtos transformados onde 5% de ingredientes não biológicos podem ser utilizados (como a lecitina de soja no chocolate) na medida em que não existem biológicos ou em quantidade suficiente. As organizações de agricultura biológica lutam pela supressão total destas excepções.
 
 

"Atenção! Os OGM são aceleradores da evolução".
Henri Darmency, director de investigação no INRA
(Instituto Francês de Investigação Agrícola)
de Dijon, laboratório de herbologia.

Este especialista das ervas daninhas insiste sobre as possibilidades de cruzamentos entre culturas transgénicas e plantas selvagens, nomeadamente por intermédio do pólen e do vento, e sobre os limites da avaliação dos riscos no laboratório: "Aqui os cruzamentos espontâneos ocorrem em frequências fracas mas ao ar livre, se tomarmos o caso da colza que tem 200 flores por planta e 60.000 grãos de pólen por flor, em 750.000 hectares de cultura em França, as possibilidades de transmissão de genes são infinitas.

Se uma planta transgénica resistente a um herbicida transmite essa característica às ervas que a frequentam, pode-se retirar do mercado o herbicida e substitui-lo por outro. Mas se a planta transfere aos insectos, por exemplo, será muito mais difícil de intervir."
 
 

"Privilegiar o local para melhor controlar"
Patrick Colin, responsável pelo Serviço
de Produtos da federação BIOCOOP

Desde a sua criação que as BIOCOOPes se concentram na produção e apostam na transparência. Nós escolhemos de preferência as empresas que produzem e transformam maioritariamente em agricultura biológica em vez dos industriais polivalentes. Esta opção é útil em relação aos OGM. Nós queremos saber quem produz, quem transforma, onde e como. As trocas de proximidade são mais ecológicas e permitem um melhor controlo. Eis porque privilegiamos os fabricantes que utilizam matérias primas locais, ou nacionais como a empresa Soy, um dos nossos fornecedores. Esta sociedade produz os seus tofus, leites e sobremesas a partir de soja biológico cultivado em França. Além disso, pratica um verdadeiro partenariado com os produtores do Sudoeste de França. Os preços e as quantidades fixadas permitem-lhes plantar e escoar as suas leguminosas tão indispensáveis na rotação das culturas. Soy prepara com os produtores a redacção de um caderno de normas "semente", para garantir a ausência de OGM. Nós não somos simples distribuidores, queremos contribuir para o desenvolvimento da agricultura biológica." O objectivo é seleccionar os actores da transparência completa das origens das sementes ou dos ingredientes usados. Obrigando mesmo a modificar a composição dos produtos (juntando amido de milho ou algas por exemplo) se tais garantias, exigidas pelas BIOCOOPes não forem obtidas.
 
 

"Muito dinheiro e investigação para lançar os OGM. Muito pouco para estudar o seu impacto!"
Jean-Marie Pelt, presidente do Instituto
Europeu de Ecologia de Metz.

Para este botânico, as novas biotecnologias são actualmente uma ciência incompleta. Está preocupado com a transmissão de genes entre as espécies. Isto foi observado na colza que transmitiu a outras crucíferas consideradas como ervas daninhas o gene de resistência aos herbicidas que lhe tinha sido introduzido! "Este caso poderá reproduzir-se inúmeras vezes pois sabemos pouco sobre os limites sexuais das espécies. Estas foram definidas segundo Lineu, na base das suas semelhanças morfológicas e no facto de os seus descendentes se reproduzirem entre eles indefinidamente. Não se verificou se indivíduos parecidos mas classificados em espécies diferentes se podem reproduzir entre eles!" Isto é possível como o provam os híbridos. "O conhecimento (...) das plantas selvagens é quase inexistente. Não arriscaremos ver aparecer super ervas daninhas hiper-competitivas e resistentes? De igual modo, não podemos aceitar a comercialização de plantas que integraram um gene de resistência aos antibióticos. Porque os seres vivos acabam sempre por resistir e hoje em dia a antibioterapia funciona cada vez pior. As bactéria podem transferir genes entre elas ou absorvê-los das plantas. Que se passaria se se tratasse de uma bactéria patogénica? Poderemos correr este risco? Substituir a química por plantas transgénicas não é pertinente pois existem outras respostas como por exemplo a agricultura biológica. Queremos uma agricultura mais humana e mais próxima da natureza."
 
 

"Milho transgénico: era urgente esperar!"
Etienne Vernet, responsável da associação ECOROPA,
coordenadora da petição contra a disseminação dos OGM.

"A autorização de cultivar milho transgénico em França criou um precedente: pela primeira vez uma planta transgénica é cultivada com fins comerciais na Europa. Apesar dos apelos à prudência de numerosos actores da cadeia de produção, o governo francês não soube dizer não às pressões das grandes multinacionais agro-alimentares (...) nem ouvir a posição dos seus parceiros europeus europeus contra o milho Novartis. Oposição que mostra que o consenso científico sobre esta planta está longe de estar alcançado contrariamente ao que nos querem fazer crer!"
 
 

"Atenção: teremos menos pesticidas no solo mas
mais na planta transgénica e nos alimentos".
Gilles Eric Seralini, professor de biologia
molecular na Universidade de Caen.

"Como biólogo molecular, afirmo que nós não conhecemos ainda todas as consequência dos nossos actos sobre a saúde e o ambiente, e afirmar o contrário seria mentir." Uma afirmação que se apoia sobre diversos exemplos: "um OGM é uma quimera genética que não existia antes. Nem mesmo hibridações sucessivas permitiriam alcançar um OGM. (...)Estes vegetais transgénicos, como a soja, podem acumular grandes quantidades de herbicidas. Eles integraram um gene que lhes permite transformar o produto absorvido sem ser afectado. Ora os metabolitos (substâncias provenientes das transformações que ocorrem no organismo) são por vezes mais mutagénicos que as matérias activas. E por agora não se conhecem ainda esses metabolitos. Os frangos e todos os animais que comerem estes grãos acumularão no seu fígado os produtos concentrados e assim por diante. Estamos no início de um grave problema de saúde pública. Com as plantas transgénicas, temos menos herbicidas no campo mas mais no nosso prato!"
 
 

"Os agricultores biológicos estão furiosos!"
Benoit Canis, President da FNAB
(Federação Nacional da Agricultura Biológica, França)

"A luz verde para o milho Bt representa uma grave ameaça para o desenvolvimento da agricultura biológica. Conduz a perda de diversidade, à concentração da oferta nas mãos de um número limitado de operadores ou ainda ao aparecimento de estirpes de piral resistentes ao Bacillus thuringiensis o qual é o meio de luta mais razoável contra os lepidópteros... e um dos poucos utilizáveis em agricultura biológica!"



Biológico segundo o USDA:

O Departamento de Agricultura do Governo Federal dos Estados Unidos (USDA) propôs normas para a agricultura biológica (para o uso do rótulo "organic", equivalente do rótulo português "biológico") a nível dos EUA com "pescadinhas de rabo na boca suficientemente grandes para deixar passar um camião carregado de fertilizantes químicos", nas palavras de Steve Gilman, da Associação de Agricultores Biológicos do Nordeste. Ao não aceitar as recomendações da comunidade de agricultores biológicos, as normas propostas pelo USDA destroem aquilo que os consumidores se habituaram a esperar de alimentos com o rótulo "organic" – comida produzida sem o uso de produtos químicos e que melhora, em vez de degradar, o ambiente. À medida que a agricultura biológica ultrapassa o nível da venda directa em mercados de agricultores – no qual a confiança mútua é habitualmente mais importante do que a regulamentação – a vigilância por parte da comunidade da agricultura biológica é a única forma de manter o termo "biológico" fundado nas suas raízes éticas.

As normas propostas deixariam a porta aberta para a utilização de organismos geneticamente modificados, para a fertilização com lamas provenientes do tratamento de águas residuais, para a engorda de animais em recintos fechados, para a irradiação da comida com vista à sua esterilização, e para outras substâncias e práticas que nunca foram consideradas biológicas. Diversas isenções na regulamentação proposta pelo USDA permitiriam que uma quinta convencional se transformasse, após ligeiras modificações apenas, numa quinta que seria considerada "biológica". Em conjunção com acordos de comércio internacional que conduzem a regulamentação agrícola para o menor denominador comum, estes padrões – propostos por um país extremamente poderoso nas negociações – ameaçam suplantar regulamentações mais estritas.

A Lei sobre a Produção de Alimentos Biológicos de 1990 era suposta conceder àqueles que primeiramente deram origem ao movimento uma voz activa importante no desenvolvimento de normas a nível dos EUA, ao criar uma Comissão Nacional para as Normasda Agricultura Biológica. Composta por agricultores biológicos, ambientalistas, e defensores dos direitos dos consumidores, essa Comissão fixou quais as substâncias e práticas que se deveriam considerar como biológicas, e protegeu esta forma de agricultura em crescimento da interferência de grandes grupos económicos. Ao longo de sete anos, a Comissão trabalhou no sentido de desenvolver padrões que manteriam os ideais e o espírito da agricultura biológica. Promoveu diversos encontros e debates públicos, e as recomendações deles emergentes representam um consenso a nível americano sobre a ética da agricultura biológica.

Os padrões propostos pelo USDA usurpam a autoridade da Comissão, e o envolvimento da comunidade da agricultura biológica, ao exclui-los do processo de decisão. As recomendações da Comissão foram em grande parte ignoradas – desprezando assim anos de trabalho para chegar a um consenso. Numerosas substâncias nocivas, incluindo a estricnina, teriam a sua utilização permitida em culturas biológicas segundo os padrões propostos pelo USDA, apesar de uma oposição inequívoca por parte da Comissão.

A verdadeira força do rótulo "biológico" está nos próprios agricultores biológicos – guardiães do ambiente que reconhecem conexão profunda entre uma boa comida e uma boa saúde. Ao objectarem conscientemente ao modelo americano de mega-monoculturas, esses agricultores suportam sistemas diversificados de produção de alimentos, sistemas que regeneram e conservam os recursos naturais que nos sustentam. Ao omitir o seu conhecimento e experiência, os padrões propostos pelo USDA separam este forte movimento de agricultores das suas convicções.

É necessário não só que o USDA escute as recomendações da Comissão, mas também que adira às intenções da Lei de 1990 e reconheça explicitamente a Comissão como tendo autoridade para determinar quais as substâncias permitidas e proibidas na agricultura biológica. Os agricultores que se recusam a poluir a nossa saúde colectiva e o nosso meio ambiente merecem isso.
 
 



Monocultura: impactos sociais e biológicos

— Número de variedades de espargos cultivadas nos Estados Unidos em 1903 46

— Número de variedades que existiam no virar do século que são cultivadas actualmente, depois de a prática de monocultura em larga escala ter conduzido a uma perda gradua da diversidade genética 1

— Número de variedades de milho doce cultivadas nos Estados Unidos em 1903 307

— Número de variedades existentes no virar do século que ainda são cultivadas 12

— Número de empregos gerados por 10 000 hectares de agricultura diversificada no Havai 4 000

— Número de empregos gerados pela mesma superfície de terra usada numa monocultura industrial de árvores 60

— Número de empregos em 100 hectares de agricultura diversificada no Brasil 1 800

— Número de empregos gerados na mesma região pela mesma área de terra numa monocultura de árvores da companhia "Bahia Sul Celulose" 2

— Preço pago ao produtor por toda a comida consumida nos Estados Unidosem 1996 126 biliões de dólares

— Quantia gasta no "marketing" dessa comida 421 biliões de dólares

— Quantidade de peixe e marisco criada em aquacultura em 1996 usando como alimentação farinha de peixe 1 milhão de toneladas

— Quantidade de peixe dos oceanos que foi moída para fabricar essa farinha de peixe 5 milhões de toneladas

— Quantidade média de peixe pescado, por pessoa, para consumo humano, em 1996 16 quilos

— Quantidade aproximada média por pessoa de ouriços, esponjas, e outros animais marinhos que foram pescados conjuntamente com o peixe e deitados de volta ao mar 200 quilos
 


Extraído da revista "Worldwatch" de Março e Abril de 1998 (volume 11, número 2) / Traduzido por Luís Lavoura